Quando Cristovão Colombo aportou em nosso continente, trouxe consigo, da Península Ibérica, a sua equitação. Esta escola, de antigas raízes européias difundiu-se pela América através dos conquistadores que ao dominarem as nações indígenas – com o cavalo como principal arma – disseminaram a cultura hípica em diversos pontos do nosso continente. No México nasceram os Charros, com sua incrível habilidade no manejo do laço. No sul nasceu o Gaúcho, que assenhorou-se no domínio do cavalo e tornou-se para muitos, o melhor povo cavaleiro do planeta. Esta história poderia acabar aqui, se não contássemos com um elemento que a difere das demais, este elemento é o Índio. Os Índios ao se depararem com soldados à cavalo julgavam ser os espanhóis um ser mítico, um povo divino, pois não conheciam o cavalo, julgando ser soldado e cavalo, um único indivíduo. No principio, foi o cavalo quem garantiu as primeiras vitórias aos espanhóis, mas o índio não demoraria a também subir no cavalo tornando-se em pouco tempo hábil ginete. Estes dois elementos influenciaram nossa equitação e nos deixaram seus legados, tanto nos fundamentos da equitação como nos arreios. As mantas deram origem ao nossos xergões. As selas, os preparos vistosos – de origem militar – e o freio, são de origem ibéricas. Em contraponto o laço, as boleadeiras, as botas de garrão-de-potro e os bastos, são de origem índia. São cerca de 500 anos de história hípica em terras americanas desde a conquista de espanhóis e portugueses, as cargas de lança índia rivalizando-se aos conquistadores, uma infinidade de guerras e revoluções deixaram ao povo gaúcho este legado, o Apero Crioulo. E para contar essa história,dos aperos, nada melhor que exibi-los. Este 1ºConcurso de Aperos promovido pela Comissão Jovem da Associação e Sindicato Rural de Bagé, tem por objetivo mostrar o que temos de mais belo e tradicional ao encilhar os nossos cavalos ao melhor estilo gaúcho. Comissão Jovem