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Simpósio da Soja trata viabilidade econômica e integração lavoura-pecuária

04/07/2018 - Simpósio Produção de Soja na Região da Campanha

O segundo dia do 5º Simpósio Produção de Soja na Região da Campanha, iniciou, nesta terça-feira, 3 de julho, com o economista-chefe do sistema Farsul, Antônio da Luz, fazendo uma “Análise dos custos de produção e viabilidade econômica da soja sequeiro versus a soja irrigada”. Segundo ele, é extremamente importante considerar todos os custos que o plantio requer e o retorno sobre o investimento que ele traz. “Ter lucro não é suficiente para considerar o negócio viável”, destacou, apontando o modelo de soja irrigada como uma oportunidade para a região, pelo menos até que o trabalho de solo e de variedade seja melhorado.

 

Na sequência, falou o diretor do Grupo Floss, Luiz Gustavo Floss. O engenheiro agrônomo abordou o tema caminhos para a alta produtividade e pontuou que para isso acontecer, depende de vários fatores. “Não existe uma única ferramenta que tenha capacidade de aumentar o rendimento de grãos em percentual muito alto”, disse.

O Dr. Carlos Alberto Forcelini encerrou as atividades da manhã. Ele falou dos “Desafios ao manejo de doenças em soja”, apontando para os tipos de ferrugem, que continua forte e perigosa, e, também, a utilização de fungicidas com eficiência diminuída. Ao falar sobre como aumentar a eficácia e colher mais, o palestrante foi taxativo. “Começa com a proteção da lavoura e o uso de produtos com responsabilidade”, explicou.

Na parte da tarde, as temáticas foram voltadas à integração da lavoura e da pecuária. O primeiro palestrante, engenheiro agrônomo, Dr. Felipe de Campos Carmona, indicou que é preciso usar a soja como mais uma ferramenta dentro do sistema de produção, sempre com cautela e inteligência. Segundo ele, é importante promover a rotação das culturas. “A pecuária constrói um solo de qualidade”, explicou. Para Amanda Posselt Martins, Dra. em Ciência do Solo da UFRGS, o solo é diretamente responsável por 50% da produção de soja. “Não existe solo bom ou ruim, existe bem ou mal manejado”, apontou. Conforme ela, a pecuária gera acúmulo de biomassa vegetal, matéria orgânica e colabora para a retenção de nutrientes.

Encerrando as atividades do dia, o coordenador técnico do Projeto 10+ do IRGA, Luciano Carmona, abordou o tema “Projeto 10+: uma nova etapa para o aumento da produtividade no cultivo do arroz”, destacando o cenário atual, o rendimento e a competitividade, o manejo baseado em conhecimento e a transferência de tecnologia. Segundo ele, o objetivo do projeto é melhorar a competitividade dos produtores mediante incremento de rendimentos e redução de custos de produção. Ainda, um dos grandes desafios é a redução da utilização de agroquímicos.

Texto: Marcelo Rodriguez
Revisão: Graciela Freitas

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